Assim foi nossa regata em 2026
Muita expectativa rolou nas semanas anteriores à nossa regata no ano de 2026. Dias frios, previsão de ventos incerta… mas, à emedida que nos aproximávamos do dia de nosso evento a certeza de que teríamos mais uma edição inesquecível ficava cada vez mais forte e com isso nossa travessia começava a ganhar cada vez mais participantes.
No dia 4 de junho, véspera de nossa regata, o píer do Ubatuba Iate Clube se tornava cada vez mais movimentado à medida que o dia transcorria. Todos chegando de vários lugares, como Santos, Paraty, Angra, Ilhabela, Rio de Janeiro… velejadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio, Bahia e Brasília se reencontravam entre abraços e “resenhas” para ajeitar seus barcos para a travessia e também para não perderem o coquetel de boas-vindas.










Coquetel de abertura
Na noite de 4 de junho, todos que estavam no UIC se encontraram na sede social do Ubatuba Iate Clube para o coquetel que abriu oficialmente a programação da regata.
Oportunidade para os representantes do Ubatuba Iate Clube, o comodoro Aníbal Santos, e o diretor de náutica do Pindá Iate Clube, Augusto Kuhlmann, saudar os participantes, reiterar a parceria entres estes dois importantes clubes do litoral paulista.
O diretor de vela do UIC, Alex Calabria, aproveitou também a oportunidade para o briefing de segurança, repassando as orientações sobre o percurso do dia seguinte.
Ao final do encontro a já tradicional foto com todos os participantes.
A travessia
O amanhecer do dia 5 até deu uma certa apreensão de que a travessia poderia acontecer sob uma chuva fina, pois era esse o clima no UIC enquanto todos se apressavam para os últimos preparativos antes da largada.
Mas, ao passar das horas, a apreensão, deu lugar à certeza de que em mais um ano, a regata seria disputada em um dia ensolarado e de clima agradável.
Assim por volta das 10h todo mundo já deixava o píer rumo à linha de largada montada no través do Ilhote Sul da Ilha Anchieta, em Ubatuba.
Ao meio-dia, sob ventos do quadrante leste de cerca de 3 a 5 nós a flotilha composta por veleiros da ORC, BRA-RGS, RGS Cruiser e Multicasco largava em direção à Ponta das Canas, em Ilhabela.







Não demorou muito para que o vento aumentasse de intensidade e as equipes içarem os seus balões proporcionando um espetáculo de cor e formas que coloriram as águas do Litoral Norte Paulista mais uma vez.
Interessante notar as escolhas táticas dos velejadores buscando a melhor estratégia para chegar à ilhabela no menor tempo possível.
Parte da flotilha optou por navegar em águas mais abertas, rumando sentido Ilha da Vitória, para depois costear Ilhabela até a chegada na entrada do Canal de São Sebastião.
Outra parte das equipes optou por uma navegação mais próxima à costa, se aproximando de Ilhabela pela enseada de Caraguatatuba.
O vento constante e favorável fez da travessia uma velejada tranquila, segura e rápida.
A chegada
Às 15h30’06”, o veleiro Wairua, comandado por Marina Bidoia, escreveu seu nome na história da regata ao ser o primeiro a cruzar a linha de chegada desta edição, completando o percurso em três horas e meia.
Na sequência, cruzaram a linha os multicasco, Igloo, de Beto Pandiani e Pedro Rodrigues e Tupã, de Julio Luchesi.
O primeiro veleiro da classe BRA-RGS a cruzar foi o Avohai, de Luiz Henrique Macedo e o Kaupê, de Pedro Conceição Macedo, foi o primeiro a cruzar na classe RGS Cruiser.
Nos tempos corrigidos, os vencedores desta edição foram:











Regata In-Port
Introduzida na programação do evento em 2025, a Regata In-Port, (nos limites do Canal de São Sebastião) foi realizada no dia 6 de junho.
Em princípio, apreensão no ar, pois de forma rara na raia de Ilhabela, o Canal estava sem vento, o que levou ao retardamento da largada.
Entretanto, o vento sul entrou com intensidade de 8 a 10 nós proporcionando mais uma regata rápida tipo barla-sota.
Com largada nas proximidades da Praia dos Barreiros e uma boia de barlavento nas proximidades do terminal norte do Porto e São Sebastião, a regata proporcionou mais um show de imagens no Canal e mais uma oportunidade de apriveitar um final de semana incrível.
Ao final, o primeiro barco a cruzar foi, também o veleiro Wairua, de Marina Bidoia.
Nos resultados com os tempos corrigidos a Regata In-Port 2026 teve como vencedores:
ORC: Wairua, de Marina Bidoia
BRA-RGS A: Avohai, de Luiz Henrique Macedo
BRA-RGS B: My Boy, de Lars Müller
BRA-RGS C: Papo de Popa, de Eduardo Matheus
BRA-RGS Clássicos: Tango, de Átila Bohn
RGS-Cruiser A: Blue Wind, de James Belini
RGS-Cruiser B: Seleto, de Fernando Filone
RGS-Cruiser C: Winner, de Nancy Marton
Multicasco: Tupã de Julio Luchesi
Premiação e Rock'n'Roll
A Regata Ubatuba-Ilhabela 2026 terminou com a premiação geral das duas provas (travessia e regata in-port) no final da tarde de sábado, 6 de junho, no Pindá Iate Clube.
A cerimônia reuniu os representantes do Ubatuba Iate Clube, Alex Calabria, diretor de vela, do Pindá Iate Clube, o comodoro Ricardo Dell’Erba e o diretor náutico, Augusto Kuhlmann, do Yacht Club de Ilhabela, o diretor de vela, Fabio Cotrim e o diretor de esporte, Marcelo Valland e do diretor da Escola de Vela de Ilhabela, Marcos Alexandre dos Reis Silva.
Além da premiação que consagrou os campeões desta edição, ainda tivemos o sorteio de uma sandália feita de velas recicladas pela Caktus Ocean e a entrega dos kits de carnes nobres Islenha à primeira equipe a concluir a travessia (Wairua) e também à última, premiando a resiliência da equipe Radiance, do comandante Maurício Linhares.
E para encerrar com o astral lá em cima a Orcca North Sails proporcionaou a todos um show de Rock’n’Roll com George Moon.
A gente agradece a todos os que fazem deste evento esta travessia tão especial, organizadores, staff, patrocinadores, Marinha do Brasil e, principalmente todos os velejadores que dividem com a gente a magia de dias tão especiais.
Até 2027!










